
Caminhava, cantarolando, olhando para o vazio e para o nada, pois NADA era o que existia.
Viu pássaros saltitantes de galho em galho, viu sapatos e sandálias apressados , lentos, a passos no compasso de um tempo próprio. Não se olhava no espelho, nem espelho tinha. Sua aparência desleixada, incalculada, despreocupada com a opinião alheia...apenas caminhava pelas ruas , bêcos, entre asfalto e paralelepípedos...até que se deparou com traços geométricos , números semi-apagados. Agachou-se, pegou uma pedrinha e começou a jogar "amarelinha". Distraiu-se tanto que anoiteceu. Ela havia se divertido, mesmo sozinha, com seu jeito introvertido. Limpou as mãos nas pernas das calças e saiu rapidamente rumo a sua casa. Não devia demorar-se, afinal, já era hora do jantar.
Boa Noite!
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