sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Sou uma Alma Antiga...


"Eu sou uma ALMA ANTIGA
Venho de outras eras...
Em que humanos eram humanos
Em que animais e flores também eram divinos.
Venho de um tempo em que as pessoas
se compreendiam com o olhar. De um tempo em que
não era proibido sonhar...
Tocar a alma era permitido, e o amor ainda existia...
Um tempo em que
TÍNHAMOS TEMPO
para admirar um pôr do sol,
deitar-se na grama, mergulhar no rio,
sorrir sem motivo e amar sem razão
Um tempo em que vida era vida de verdade
Sou alma tão antiga, que nos dias de hoje anda perdida...
E que procura na noite, na lua, nas estrelas, na poesia...
uma esperança de que o passado de alguma forma
ainda sobrevive, mesmo que nas sombras...mesmo que

guardado no meu próprio peito..." (desconheço o autor)

domingo, 5 de julho de 2009

"SE OS BRANCOS PODEM BRONZEAR-SE PARA ESCURECER A PELE, PORQUE UM NEGRO (ou os negros...) NÃO PODE CLAREAR A SUA????

Michael e os Jaksons contemporâneo:
http://www.youtube.com/watch?v=FcN-oxpV-Sw
.
Michael : Jackon's Five 1972... o menino MICHAEL:
http://www.youtube.com/watch?v=_4QyZH0EXcQ

MORRE O MENINO MICHAEL JOSEPH JAKSON EM 25 DE JUNHO DE 2009.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

GÔTA D'ÁGUA _ CHICO BUARQUE DE HOANDA


Gota d'água

Chico Buarque

Composição: Chico Buarque (1975)

Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...(2x)

Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água....

Amarelinhas...................................................................


Caminhava, cantarolando, olhando para o vazio e para o nada, pois NADA era o que existia.
Viu pássaros saltitantes de galho em galho, viu sapatos e sandálias apressados , lentos, a passos no compasso de um tempo próprio. Não se olhava no espelho, nem espelho tinha. Sua aparência desleixada, incalculada, despreocupada com a opinião alheia...apenas caminhava pelas ruas , bêcos, entre asfalto e paralelepípedos...até que se deparou com traços geométricos , números semi-apagados. Agachou-se, pegou uma pedrinha e começou a jogar "amarelinha". Distraiu-se tanto que anoiteceu. Ela havia se divertido, mesmo sozinha, com seu jeito introvertido. Limpou as mãos nas pernas das calças e saiu rapidamente rumo a sua casa. Não devia demorar-se, afinal, já era hora do jantar.
Boa Noite!

PRESENTE DE ANIVERSÁRIO


Vinte e oito de maio, muita alegria, o renascer de cada um acontece no dia do seu aniversário.
Eu, particularmente fiquei muito feliz: Eis um dos mais lindos presentes que recebi...

CONSTATA AÇÃO
(Poesia dedicada à minha amiga Viviane Lee)

É INVERNO, AS FOLHAS DO OUTONO FORAM-SE SIM
SE FORAM OS AMORES QUE EU NEM VI CHEGAR
E A ANTIGA SOLIDÃO, MEGERA, NEM ME INCOMODA MAIS
NÃO ESTOU TRISTE, TORNEI-ME PARCEIRA DE MIM
AS LÁGRIMAS QUE EU NUNCA QUIS VIERAM ME DESAFIAR
RESISTI AO TSUNAMI COM MEU BARCO ANCORADO AO CAIS


É INVERNO, AGUARDO MUITAS EMOÇOES NUMA LAREIRA
AQUELE QUENTINHO NA ALMA, AQUELA CONVERSA FIADA
ESPERO POR RISOS, TALVEZ DO NADA UM PROVOCAR SUGESTIVO
CARÍCIAS QUE JOGUEM MEU PASSADO INSOSSO NA POEIRA
QUERO CANTAR A MUSICA MAIS DIFÍCIL, MESMO QUE DESAFINADA
PROCURO AQUELE OLHAR SAGAZ, INTELIGENTE, INTEMPESTIVO


É INVERNO, E NÃO QUERO ENTENDER MAIS NADA
VOU TRILHAR O INCERTO CAMINHO DA MINHA VIDA
COM ORQUIDEAS NEGRAS, ROSAS VERDES E TULIPAS DOURADAS
VOU DESAFIAR MEUS SONHOS E PROTAGONIZAR MEU DESTINO
ESTA AQUI UMA PESSOA QUE NÃO CONTEMPLA AGUAS PARADAS
QUERO PREENCHER MEU VAZIO, COM BEIJOS NAS MADRUGADAS
(Carlos Godinho)


Aceite minha gratidão nobre amigo, beijo suas mãos em respeito por ti.
vivi

terça-feira, 19 de maio de 2009

Ela e um jeito simples de ser feliz.











De vez em quando,

ele colhe rosas do quintal da

casa onde mora e leva para ela,

que numa alegria infantil sorri.

Por debaixo do seu sorriso bobo, há uma imensa alegria!!!! olhar aquelas pétalas todas formando cada rosa em cachos, para ela é quase um deleite!

É uma alegria incomparável do dar e receber, é o beijo secreto na alma! Para ela, as rosas são a ponte que os unem, imagina que as petalas sejam os corações a pulsar emocionados,
imagina que o perfume das flores é o cheiro que exala dos corpos que se amam,
imagina que o caule são os braços, as folhas o abraço e,
os espinhos? Ah, sim, imagina que os espinhos, num misto de dor, de grito, representam o momento mais belo da união de duas almas , dois corpos que neste exato instante se tornam finalmente UM!

Voce deve saber que ela o ama... intensamente, apaixonadamente, imprevisivelmente, solidariamente, profundamente...e sente, que ele a ama também! Esta é a parte mais bela...ela se sente amada!
Qual mulher não quis isto para sua vida?... não sei. Sei dela.
Sei que é o que ela mais quer...sentir este sabor inigualável de amar e ser amada...
"Obrigada pelo seu amor sublime...beijo sua alma!"

É. É verdade. Este é o jeito que ela tem de ser feliz.
Observar sorrisos, transeuntes, idosos, jovens, crianças, gargalhadas escandalosas, sorrisos discretos, observar as particularidades da vida..., exercendo a cada instante, a alegria de ter recebido, nestas pequenas doações, um lindo presente:

...A VIDA!

O gosto da espera...






















Num belo entardecer,
ele observava o por do sol, o avião estava prestes a partir, seus olhos caminhavam lentos através de suas lentes "para longe e para perto", (um multifocal que não era "transition"), levando-a de um canto a outro, onde tentava memorizar cada detalhe, afinal ela em breve, embarcaria para o Japão. Mas não este país moderno que se vê em filmes e reportagens, sua viagem era pelo tempo, ela se veria no Japão antigo, O Japão de Xogum...


Repentimamente, uma luz forte e centralizada iluminou-a e ela se deixou cair absorta num tunel do tempo. ...Havia idosos japoneses, magérrimos, sendo atendidos por pessoas prestativas, mas havia um lugar especial para ela.
Havia uma especie de capela, donde cristais pendiam e alguns vinham a quedar-se, havendo o perigo de ferir-se. Achou mais prudente deixar o local. Havia alguem junto dela, mas indefinível. Ouvia -se uma voz...

Breve aconteceria o encontro com quato jovens/masculinos (diga-se de passagem), dos quais, disse-lhe a voz, o encontro do olhar seria o sinal, o encontro das almas. Todos orientais.
Olhou o primeiro, vestido sobriamente, uma espécie de fraque, muito elegante (Inverno). mas não teve retorno seu olhar. Saltou para o outro, estatura mediana, elegante (outono). Em seguida, passou seus olhos por um jovem magro, vestindo roupas do cotidiano, camisa e calça, mas era muito magro mesmo, não registrou que era observado (verão?) ah!, subitamente, ela elevou seus olhos para o último rapaz, pele clara, olhos mais amendoados, cabelos mistos soltos finos, na altura da orelha, leve sorriso, covinhas na face e, especialmente, seu olhar enlaçou-se ao dela! Simplesmente abraçaram-se...havia sintonia, aconcheco, companheirismo, lucidez, prazer em estarem juntos, apenas ali, abraçados, mesmo que o mundo se acabasse, ela finalmente descobriu que não estava tristemente só neste mundo.

Que belo sonho...

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Suas mãos , seus dedos sem o "mindinho"....



"Quem
tem
coragem
suficiente
para
dizer
o
que
sente e pensa?




Assistir ao pianista dedilhando mansamente o piano de calda branco, em seu fraque de mandraque preto de gravata borboleta vermelha. Ao longo da apresentação, todos encantados levantando bandeiras com sua estrela, carreatas e caminhadas, uma multidão agitada com seus rostos estampados de verde/amarelo...

A música de suave passou a veloz e os tambores entraram em cena. Havia uma magia no ar, uma esperança, parecia que ideais surgiam nas mentes alheias às mãos que tocava e agora silenciava...
Todos sabiam, mas ninguém ousava observar. O pianista tinha nove dedos, perdera no trabalho árduo seu "Mindinho"...