terça-feira, 19 de maio de 2009
Ela e um jeito simples de ser feliz.

De vez em quando,
ele colhe rosas do quintal da
casa onde mora e leva para ela,
que numa alegria infantil sorri.
Por debaixo do seu sorriso bobo, há uma imensa alegria!!!! olhar aquelas pétalas todas formando cada rosa em cachos, para ela é quase um deleite!
É uma alegria incomparável do dar e receber, é o beijo secreto na alma! Para ela, as rosas são a ponte que os unem, imagina que as petalas sejam os corações a pulsar emocionados,
imagina que o perfume das flores é o cheiro que exala dos corpos que se amam,
imagina que o caule são os braços, as folhas o abraço e,
os espinhos? Ah, sim, imagina que os espinhos, num misto de dor, de grito, representam o momento mais belo da união de duas almas , dois corpos que neste exato instante se tornam finalmente UM!
Voce deve saber que ela o ama... intensamente, apaixonadamente, imprevisivelmente, solidariamente, profundamente...e sente, que ele a ama também! Esta é a parte mais bela...ela se sente amada!
Qual mulher não quis isto para sua vida?... não sei. Sei dela.
Sei que é o que ela mais quer...sentir este sabor inigualável de amar e ser amada...
"Obrigada pelo seu amor sublime...beijo sua alma!"
É. É verdade. Este é o jeito que ela tem de ser feliz.
Observar sorrisos, transeuntes, idosos, jovens, crianças, gargalhadas escandalosas, sorrisos discretos, observar as particularidades da vida..., exercendo a cada instante, a alegria de ter recebido, nestas pequenas doações, um lindo presente:
...A VIDA!
O gosto da espera...

Num belo entardecer,
ele observava o por do sol, o avião estava prestes a partir, seus olhos caminhavam lentos através de suas lentes "para longe e para perto", (um multifocal que não era "transition"), levando-a de um canto a outro, onde tentava memorizar cada detalhe, afinal ela em breve, embarcaria para o Japão. Mas não este país moderno que se vê em filmes e reportagens, sua viagem era pelo tempo, ela se veria no Japão antigo, O Japão de Xogum...
Repentimamente, uma luz forte e centralizada iluminou-a e ela se deixou cair absorta num tunel do tempo. ...Havia idosos japoneses, magérrimos, sendo atendidos por pessoas prestativas, mas havia um lugar especial para ela.
Havia uma especie de capela, donde cristais pendiam e alguns vinham a quedar-se, havendo o perigo de ferir-se. Achou mais prudente deixar o local. Havia alguem junto dela, mas indefinível. Ouvia -se uma voz...
Breve aconteceria o encontro com quato jovens/masculinos (diga-se de passagem), dos quais, disse-lhe a voz, o encontro do olhar seria o sinal, o encontro das almas. Todos orientais.
Olhou o primeiro, vestido sobriamente, uma espécie de fraque, muito elegante (Inverno). mas não teve retorno seu olhar. Saltou para o outro, estatura mediana, elegante (outono). Em seguida, passou seus olhos por um jovem magro, vestindo roupas do cotidiano, camisa e calça, mas era muito magro mesmo, não registrou que era observado (verão?) ah!, subitamente, ela elevou seus olhos para o último rapaz, pele clara, olhos mais amendoados, cabelos mistos soltos finos, na altura da orelha, leve sorriso, covinhas na face e, especialmente, seu olhar enlaçou-se ao dela! Simplesmente abraçaram-se...havia sintonia, aconcheco, companheirismo, lucidez, prazer em estarem juntos, apenas ali, abraçados, mesmo que o mundo se acabasse, ela finalmente descobriu que não estava tristemente só neste mundo.
Que belo sonho...
ele observava o por do sol, o avião estava prestes a partir, seus olhos caminhavam lentos através de suas lentes "para longe e para perto", (um multifocal que não era "transition"), levando-a de um canto a outro, onde tentava memorizar cada detalhe, afinal ela em breve, embarcaria para o Japão. Mas não este país moderno que se vê em filmes e reportagens, sua viagem era pelo tempo, ela se veria no Japão antigo, O Japão de Xogum...
Repentimamente, uma luz forte e centralizada iluminou-a e ela se deixou cair absorta num tunel do tempo. ...Havia idosos japoneses, magérrimos, sendo atendidos por pessoas prestativas, mas havia um lugar especial para ela.
Havia uma especie de capela, donde cristais pendiam e alguns vinham a quedar-se, havendo o perigo de ferir-se. Achou mais prudente deixar o local. Havia alguem junto dela, mas indefinível. Ouvia -se uma voz...
Breve aconteceria o encontro com quato jovens/masculinos (diga-se de passagem), dos quais, disse-lhe a voz, o encontro do olhar seria o sinal, o encontro das almas. Todos orientais.
Olhou o primeiro, vestido sobriamente, uma espécie de fraque, muito elegante (Inverno). mas não teve retorno seu olhar. Saltou para o outro, estatura mediana, elegante (outono). Em seguida, passou seus olhos por um jovem magro, vestindo roupas do cotidiano, camisa e calça, mas era muito magro mesmo, não registrou que era observado (verão?) ah!, subitamente, ela elevou seus olhos para o último rapaz, pele clara, olhos mais amendoados, cabelos mistos soltos finos, na altura da orelha, leve sorriso, covinhas na face e, especialmente, seu olhar enlaçou-se ao dela! Simplesmente abraçaram-se...havia sintonia, aconcheco, companheirismo, lucidez, prazer em estarem juntos, apenas ali, abraçados, mesmo que o mundo se acabasse, ela finalmente descobriu que não estava tristemente só neste mundo.
Que belo sonho...
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Suas mãos , seus dedos sem o "mindinho"....

"Quem
tem
coragem
suficiente
para
dizer
o
que
sente e pensa?
Assistir ao pianista dedilhando mansamente o piano de calda branco, em seu fraque de mandraque preto de gravata borboleta vermelha. Ao longo da apresentação, todos encantados levantando bandeiras com sua estrela, carreatas e caminhadas, uma multidão agitada com seus rostos estampados de verde/amarelo...
A música de suave passou a veloz e os tambores entraram em cena. Havia uma magia no ar, uma esperança, parecia que ideais surgiam nas mentes alheias às mãos que tocava e agora silenciava...
Todos sabiam, mas ninguém ousava observar. O pianista tinha nove dedos, perdera no trabalho árduo seu "Mindinho"...
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